Controle de ativo fixo

Etiquetas Patrimoniais: guia completo para controle de bens e inventário

As etiquetas patrimoniais são o recurso essencial para o controle de bens móveis em empresas, órgãos públicos e instituições. Permitem identificar, localizar e auditar cada item do ativo fixo com precisão, utilizando código numérico, de barras ou QR code impresso em material durável e resistente.

Atualizado em março de 2026 Leitura: 7 minutos
Armazém com equipamentos identificados com etiquetas patrimoniais

O que são as etiquetas patrimoniais

As etiquetas patrimoniais são adesivos de identificação aplicados a bens e equipamentos de empresas e órgãos públicos para fins de controle de inventário — o chamado controle de ativo fixo. Cada etiqueta carrega um código único (numérico, de barras ou QR code) que identifica o bem individualmente no sistema de gestão patrimonial da organização.

O controle patrimonial com etiquetas tem como objetivo garantir que todos os bens da organização possam ser localizados, auditados e rastreados ao longo de seu ciclo de vida — desde a aquisição até o descarte. A etiqueta é o elo físico entre o bem real e o registro no sistema de gestão.

Para órgãos públicos, o controle de ativo fixo com identificação individual de bens é exigido pela Lei 4.320/1964, pelo Manual SIAFI e pelas normas do Tribunal de Contas. Para empresas privadas, é fortemente recomendado pela NBC TG 27 (CPC 27) para fins de gestão de ativos e auditoria contábil.

Tipos de etiqueta patrimonial

TipoMaterialSegurançaUso ideal
Poliéster padrãoPoliéster prata ou brancoMédiaBens internos, escritório
Patrimonial VOIDPoliéster + tecnologia VOIDAltaEletrônicos, TI, alto valor
Patrimonial destrutívelVinil ultrafrágilMuito altaBens críticos e sigilosos
Patrimonial com QR codePoliéster + QR impressoMédiaGestão digital de inventário
Patrimonial holográficaPoliéster metalizadoAltaEquipamentos de alto valor

O que deve conter uma etiqueta patrimonial

Uma etiqueta patrimonial bem projetada contém: código de identificação único (numérico ou alfanumérico), código de barras ou QR code para leitura por scanner, nome ou logo da organização (para dificultar o reaproveitamento da etiqueta), e opcionalmente número de série do fabricante e data de tombamento.

Para bens de alto valor, recomenda-se também incluir código do centro de custo ou departamento responsável, facilitando auditorias internas e o processo de inventário periódico.

Materiais mais usados

O poliéster prata é o material mais comum para etiquetas patrimoniais: resistente, com boa aderência em superfícies limpas e com aparência profissional. O poliéster VOID adiciona a camada de segurança anti-remoção. O alumínio é usado em ambientes externos ou industriais onde a resistência a temperatura e umidade é fundamental. O vinil destrutível oferece a maior segurança física contra remoção e reaproveitamento.

Perguntas frequentes

São adesivos de identificação aplicados a bens e equipamentos de empresas e órgãos públicos para controle de inventário (ativo fixo). Contêm código único que permite rastrear o bem no sistema de gestão patrimonial.
A comum pode ser removida sem rastro evidente. A VOID revela a mensagem "VOID" na superfície do equipamento ao ser removida, evidenciando a violação e impedindo a reutilização da etiqueta em outro bem.
Para órgãos públicos, sim — exigida pela Lei 4.320/1964 e normas do Tribunal de Contas. Para empresas privadas, não é obrigatória por lei federal, mas fortemente recomendada pela NBC TG 27 (CPC 27) para gestão de ativos e auditoria contábil.
Adere bem a plástico liso, metal pintado, vidro e madeira lacada. Para superfícies texturizadas ou de silicone, recomenda-se testar antes de aplicar em lote. Versões de alta adesão estão disponíveis para superfícies difíceis.
O padrão mais comum é prefixo de setor + número sequencial. Por exemplo: TI-00001, ADM-00001. O prefixo identifica o departamento responsável, e a sequência identifica o bem individualmente.

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